
As forças de segurança da Síria prenderam 180 pessoas e deram um prazo de 15 dias para os que cometeram "atos contra a lei" se rendam, sem impedir que a oposição convoque novas manifestações de solidariedade para com a cidade sitiada de Deraa.
Com quase dois meses de conflitos, o movimento de protesto popular mantém o vigor apesar da repressão, que tem causado centenas de mortes.
As Forças de Segurança chegaram cedo às cidades de Zabadani e Madaya, a cerca de 40 km a noroeste da capital. Durante os ataques, 147 pessoas foram detidas e insultadas diante das próprias famílias, segundo a Organização de Direitos Humanos Insan.
Manifestantes contra o governo protestam na cidade síria de Bania
O site da oposição "Revolução Síria 2011" afirma que as Forças de Segurança invadiram centenas de casas durante a madrugada, na aldeia de Kafar Nubol, e prenderam 26 pessoas. A aldeia fica a 320 km ao norte de Damasco.
Na segunda-feira à noite, o exército anunciou que vai continuar perseguindo e prendendo membros de grupos terroristas em Deraa, 100 km ao sul da capital. Eles também disseram ter encontrado grandes quantidades de armas e munições.
O regime acusa "grupos terroristas extremistas" de provocar a violência.
A TV Al-Jazeera do Qatar anunciou que uma de suas jornalistas, Dorothy Parvez, estava desaparecida desde sexta-feira na Síria, onde a rede é criticada por sua cobertura, considerada exagerada.
Em Damasco, uma manifestação de 150 mulheres, em apoio à Deraa, protestavam contra o regime sendo dispersadas, nesta segunda-feira; um jornalista sírio foi preso, afirmou um dos participantes da manifestação à AFP.
O Ministério do Interior intimou todos os "cidadãos que cometeram atos contrários à lei, como portar armas, ameaçar a segurança e propagar informações enganosas, que se rendam até o dia 15 de maio e entreguem as armas às autoridades competentes".
O Ministério do Interior solicitou também que os sírios "forneçam informações sobre os sabotadores, terroristas e esconderijos de armas".
Quanto aos oposicionistas, o site "Revolução síria 2011" convocou uma mobilização em todo o país, sempre ao meio-dia, em solidariedade à Deraa e a todas as "cidades sitiadas".
Desde início da revolta popular morreram 607 pessoas, 451 em Deraa e cidades vizinhas, segundo a organização.
Síria prende 180 manifestantes
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Oleh
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