
A monarca busca comprovar in loco as mudanças que, desde 2002, contribuem para o bem-sucedido processo de paz. Ela se reunirá nesta quarta-feira em Belfast com o vice-ministro principal da Irlanda do Norte, o dirigente republicano Martin McGuinness.
Será um tête-à-tête, com aperto de mãos incluído, entre a soberana, responsável das Forças Armadas do Reino Unido como chefe de Estado, e o que foi comandante do agora inativo Exército Republicano Irlandês (IRA) durante grande parte do conflito na província.
Com esse gesto histórico, ambos reconhecerão o sofrimento infligido através das armas, mas encenarão também um ato de reconciliação "sem precedentes" no mundo, destacou McGuinness, número dois do Sinn Féin, antigo braço político do IRA.
Este é o novo clima de entendimento que se buscou mostrar nesta terça-feira a Elizabeth II em sua chegada à cidade de Enniskillen, sudoeste do Ulster, onde, no entanto, ainda estão frescas na memória as atrocidades do passado.
O avião que transportava a soberana tinha previsto pousar de manhã no aeroporto desse pequeno povoado norte-irlandês, mas o mau tempo obrigou a aeronave a se desviar da rota ao aeroporto militar de Aldergrove, nos arredores de Belfast.
De lá, um helicóptero levou a rainha até Enniskillen para assistir a uma missa na catedral protestante de Saint Macartin, muito próxima ao palco de um dos atentados mais sangrentos cometidos pelo IRA, que acabou com a vida de 11 pessoas em 1987.
De vestido e chapéu azul celeste, Elizabeth II chegou acompanhada do marido, o duque de Edimburgo, e foi recebida no aeroporto de Saint Angelo pelo ministro britânico para a Irlanda do Norte, Owen Paterson.
Na catedral, já aguardavam para a cerimônia do Jubileu de Diamante da rainha os máximos representantes das igrejas católica e protestante do país, assim como uma delegação da classe política, liderada pelo ministro principal, o unionista Peter Robinson.
Elizabeth II celebra na Irlanda do Norte a paz entre Católicos e Protestantes
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Oleh
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