Mostrando postagens com marcador Mundo Agora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo Agora. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Chile recebe ajuda internacional para enfrentar incêndios florestais devastadores





Os piores incêndios florestais da história moderna do Chile estão devastando faixas amplas das regiões centro e sul do país, ao mesmo tempo que um imenso Boeing 747-400 Super Tanker chegou emprestado dos Estados Unidos nesta quarta-feira para ajudar no combate ao fogo.

"Nunca vimos algo desse tamanho, nunca na história do Chile. E a verdade é que os bombeiros estão fazendo tudo o que é humanamente possível, e vão continuar fazendo, até que o fogo seja contido e controlado”, disse a presidente Michelle Bachelet, ao visitar uma região bastante atingida.

Incêndios florestais são eventos regulares nos verões áridos e quentes do Chile, mas uma seca de quase uma década combinada com temperaturas bastante altas criaram as condições atuais.

Ajuda internacional da França, dos EUA, do Peru e do México tem chegado ao Chile, enquanto o fogo atinge serras e cidades vizinhas, queimando casas, fábricas e vinhedos da região. O país declarou estado de emergência na semana passada.

Ao todo, 85 incêndios diferentes foram registrados, cobrindo cerca de 190 mil hectares, mais que o dobro da área da cidade Nova York.

O serviço florestal disse que 35 dos incêndios estão fora de controle.

Alguns dos incêndios podem ter começado de forma intencional, e houve prisões relacionadas a investigações em andamento, segundo a presidente.

Três bombeiros foram mortos em 15 de janeiro, e outros três estão gravemente feridos. A imprensa local disse nesta quarta que outro bombeiro havia morrido.

(Reportagem de Anthony Esposito)

'Mutirão' do carinho: A técnica usada para tratar bebês nascidos com dependência química nos EUA





Ter voluntários para acolher bebês viciados em drogas reduz quantidade de medicamentos que eles precisam tomar.
Foto: Reprodução / BBC

Bebês nascidos viciados em analgésicos ou heroína nos Estados Unidos estão sendo acalmados por voluntários cuja única tarefa é acariciá-los em suas primeiras semanas de vida.

Programas em hospitais e instituições de acolhimento em todo o país têm sido inundados por pessoas interessadas em oferecer conforto físico para as crianças enquanto elas passam por seu processo de desintoxicação, após deixar o ventre de mães dependentes dessas substâncias.

Numerosos estudos têm demonstrado os benefícios do contato físico humano, e equipes médicas descobriram que recrutar voluntários para segurar e aconchegar os bebês - cantando ou sussurrando para eles - têm um efeito positivo sobre os recém-nascidos.

Muitos bebês passam semanas ou meses no hospital à medida que são gradualmente desacostumados das drogas às quais foram expostos no ventre de suas mães. Às vezes eles não estão com seus pais, ou suas mães passam muitas horas por dia em programas da reabilitação.

'Alguém para segurar seu bebê'

"Esses bebês precisam sentir amor, toque humano e uma voz suave para confortá-los quando estão com dor", diz Maryann Malloy, gerente de enfermagem da unidade neonatal de cuidados intensivos no Einstein Medical Center, na Filadélfia.

"Isso faz com que os pais se sintam melhor sabendo que, mesmo quando eles não podem estar aqui, há alguém para balançar e segurar seu bebê."

"É uma sensação de impotência quando esses bebês ficam inconsoláveis", afirma. "Nossos voluntários ajudam para que eles não cheguem a esse ponto. Eles os pegam antes do primeiro gemido."

Os bebês estão sofrendo de Síndrome de Abstinência Neonatal (NAS, na sigla em inglês), como resultado do uso de analgésicos prescritos ou de drogas como heroína e metadona durante a gestação.

Seus sintomas dependem das drogas que a mãe estava tomando, mas podem incluir choro excessivo, febre, irritabilidade, respiração rápida, convulsões, problemas de sono, tremores, vômitos e transpiração.

Ter voluntários disponíveis para acolher esses bebês também tem reduzido a quantidade de medicamentos que eles precisam tomar e a sua permanência nas unidades neonatais, segundo os médicos.

Recrutando 'ninadores'

Alguns bebês mostraram outras melhorias, como ganhar peso mais rapidamente.

Recrutar "ninadores" para ajudar a cuidar de crianças vulneráveis é agora uma prática generalizada nos EUA. Ela é usada por algumas instituições desde os anos 1980 para atender prematuros e nascidos de mães viciadas em crack.

No entanto, o problema parece estar crescendo nos EUA.

Um relatório de 2013 mostrou que um maior número de mulheres estava usando analgésicos prescritos durante a gravidez e também um aumento geral no abuso na prescrição dessas substâncias.

De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas, a cada 25 minutos um bebê nasce com NAS nos EUA.

O Conselho de Contenção de Custos de Cuidados de Saúde da Pensilvânia informou que, somente em sua região, a taxa de internações hospitalares por problemas de abuso de substâncias aumentou 250% de 2000 a 2015, quando quase 20 de cada mil recém-nascidos enfrentavam problemas de abstinência.

Agenda lotada

Programas semelhantes de voluntariado são executados em todo os EUA.

O hospital da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, tem um curso de quatro horas de treinamento para os cuidadores de bebês. Uma vez avaliados e treinados, os voluntários fazem turnos supervisionados de três horas.

O Boston Medical Center também tem um programa chamado CALM (Acolhimento Ajuda na Redução do Estresse Materno e Infantil, na sigla em inglês).

Houve tanta procura pelo programa do Thomas Jefferson que a agenda está fechada para novos voluntários até o meio deste ano.

Aqueles que têm interesse em ajudar são aconselhados a procurar as mulheres locais e abrigos para crianças, que muitas vezes oferecem serviços a mães que estão lutando contra o vício.

Trump prepara medidas para reduzir drasticamente apoio dos EUA à ONU





O governo de Donald Trump prepara ordens executivas para reduzir de forma drástica o apoio dos Estados Unidos às Nações Unidas e outras organizações internacionais, segundo antecipou o jornal "The New York Times".

Segundo o jornal, que cita funcionários do governo sob condição de anonimato, as medidas implicam que os EUA cortarão todo o financiamento a agências da ONU e organismos que tiverem a Palestina como membro de pleno direito ou que tenham programas que financiem abortos, entre outros critérios.

Uma das ordens pede a redução de pelo menos 40% dos recursos que o país destina a organizações internacionais, o que a priori prejudicará de fortemente as operações das Nações Unidas, que têm os EUA como principal contribuinte.

O texto, segundo a publicação, estabelece a criação de uma comissão para recomendar onde devem ser efetuadas essas reduções e pede que sejam estudados possíveis cortes no financiamento das operações de paz, do Tribunal Penal Internacional (TPI), do Fundo de População da ONU e da cooperação com países que se oponham a "políticas importantes dos Estados Unidos".

A segunda ordem executiva pede uma revisão de todos os tratados multilaterais em vigor e pendentes dos quais o país faz parte, sempre que não estiverem "diretamente relacionados com segurança nacional, extradição ou comércio internacional".

Em uma explicação anexa, o documento menciona dois tratados da ONU a serem revistos: a Convenção para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher e a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Trump se caracterizou por ser muito crítico em relação às Nações Unidas e a vários tratados internacionais, como o recente Acordo de Paris sobre a mudança climática.

Em seus primeiros dias como presidente, o magnata utilizou ordens executivas para avançar em algumas promessas eleitorais em diferentes áreas.

Os Estados Unidos fornecem atualmente mais de 20% do orçamento das Nações Unidas, das quais é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.

Trump dá primeiro passo para construção do muro na fronteira com México







O presidente americano, Donald Trump, assina ordem executiva para dar início ao projeto da construção do muro na fronteira com o México, em Washington.

Foto: Reprodução / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (25) um decreto sobre o reforço do controle migratório que contém a diretiva para iniciar a construção de um muro na fronteira com o México. Ele defendeu a decisão afirmando que "uma nação sem fronteiras não é uma nação".

Na quarta seção, o decreto determina que o secretário de Segurança Interna deve tomar "as medidas apropriadas para planejar, desenhar e construir de imediato uma parede física ao longo de toda a fronteira sul" do país.

Isso deverá ser feito "utilizando os materiais e a tecnologia apropriados para alcançar da forma mais eficaz o completo controle operacional" dessa fronteira.

Em um discurso para os funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS, em inglês), Trump disse que o secretário deste organismo "trabalhando em conjunto comigo e com a minha equipe começará imediatamente a construção de um muro na fronteira. Precisamos muito".

O decreto também determina que o DHS tome medidas para "destinar os recursos legalmente disponíveis" para "construir, operar e controlar instalações para prender estrangeiros na ou próximo à fronteira terrestre com o México".

Apesar do tom de suas declarações e do polêmico projeto, Trump disse estar confiante de que as relações entre Estados Unidos e México "irão melhorar".

"Trabalhando juntos em um comércio positivo, fronteiras seguras e cooperação econômica estou confiante que podemos melhorar a relação entre nossas duas nações a um nível que não se via há muito tempo. Penso que nossas relações com o México irão melhorar", disse.

A medida também veta a libertação de imigrantes ilegais presos e mantém a prioridade de deportação para os que tiverem antecedentes criminais.


Sem fundos para as "cidades santuários"

O presidente também assinou nesta quarta um segundo decreto que propõe o reforço da vigilância migratória no interior do país.

De acordo com Spicer, o governo "eliminará recursos federais para as chamadas 'cidades santuários' e cidades que dão abrigo a imigrantes ilegais".

Tratam-se de cidades onde as autoridades se negam a prender e entregar para deportação imigrantes em situação irregular. Esses "santuários" chegam a 300 e estão espalhados por praticamente todo o país.

Pelo decreto assinado nesta quarta, o DHS deverá "se assegurar" que as jurisdições "'santuários' não sejam elegíveis para receber ajuda federal" enquanto abrigarem imigrantes ilegais.

No início da manhã, durante declarações à emissora ABC, Trump havia dito que a construção do muro começará "logo que pudermos fazê-lo", possivelmente nos próximos meses, ainda que tenha acrescentando que "seguramente o planejamento começará de imediato".

Partes da fronteira já têm uma cerca e, inclusive, existem trechos com uma enorme barreira, mas Trump pretende cumprir sua promessa de campanha de fazer um "belo muro" em toda a extensão dos 3.200 quilômetros com o objetivo de frear a entrada de imigrantes ilegais.

Trump também disse à ABC que os Estados Unidos "receberão de volta o dinheiro (da construção do muro) em uma data posterior mediante qualquer transação que façamos com o México".


Oposição mexicana pede cancelamento de reunião

A assinatura desse decreto coincide com a presença do ministro mexicano das Relações Exteriores, Luis Videgaray, em Washington, para preparar uma visita do presidente Enrique Peña Nieto, prevista para o fim de janeiro.

O ministro mexicano de Economia, Ildefonso Guajardo, também se encontra em Washington, e, ao embarcar rumo aos Estados Unidos, disse à imprensa que "há claríssimas linhas vermelhas que devem ser pintadas desde o início".

Diante disso, nesta quarta-feira, políticos de oposição no México pediram ao presidente Enrique Peña Nieto que cancele sua visita a Washington - na próxima terça-feira (31) - diante da "ofensa" de Trump de autorizar a construção do muro.

"É um ato que se manifesta com certa raiva", considerou o senador Armando Ríos Piter, do Partido da Revolução Democrática, em comunicado.

Apesar da "boa disposição" por parte do governo mexicano de "ter um diálogo para uma negociação integral com os Estados Unidos, me parece que neste momento não há condições pertinentes", acrescentou, ao pedir que Peña Nieto "cancele a reunião que tinha prevista".

Consultado pela AFP, o porta-voz de Peña Nieto não fez comentários.


Reação imediata

Para César Blanco, diretor do movimento Latino Victory, as decisões de Trump "vão contra os princípios com os quais nosso país foi fundado e apenas irão separar nossas famílias".

"Devemos ter um momento para pensar como a história julgará estas ações executivas", apontou.

Em Los Angeles, Luz Gallegos, diretora do programa para o Centro Legal TODEC, disse à AFP que "não existem palavras para definir estes decretos".

Gallegos disse que ao invés de construir um muro o governo "deveria construir pontes, construir comunidades e construir a unidade dentro de nossa nação e com outras nações que contribuíram com seus imigrantes para a economia de nosso país".

"Há tanta incerteza, tanto medo, emoção, divisão, racismo... São tempos muito difíceis", apontou.

Em Washington, o senador Ben Cardin emitiu uma nota em que lembrou que o novo secretário do DHS, o general John Kelly, ao ser questionado pelo Senado, admitiu que o muro não funcionaria.

O projeto de construir um muro é apenas "um esforço para esbanjar bilhões de dólares dos contribuintes em um muro que fará pouco para melhorar a segurança do país", disse Cardin.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A menina de 7 anos que tuíta os horrores da guerra em Aleppo





Bana, que tuita em inglês com a ajuda de sua mãe, Fatemah, disse que a família estava em meio a um terrível bombardeio.

"Esta é a nossa casa. Minhas queridas bonecas morreram no bombardeio na nossa casa. Estou muito triste, mas feliz por estar viva."

Essa frase, acompanhada de uma foto de uma casa em ruínas, foi publicada na última terça-feira na conta de Twitter de Bana Alamed, uma menina síria de 7 anos que mora em Aleppo. A postagem foi retuitada mais de 7,4 mil vezes.

Bana, que tuita em inglês com a ajuda de sua mãe, Fatemah, disse que a família estava em meio a um terrível bombardeio.

Aleppo, no passado considerada uma das maiores cidades da Síria, hoje é palco de violentos confrontos entre rebeldes e as forças do governo do país.

Bana vivia em uma zona controlada pelos rebeldes, mas nos últimos dias o Exército sírio tem avançado e conquistado cada vez mais territórios.

Na segunda-feira passada, o governo da Síria havia conquistado uma grande parte do território no leste da cidade depois de um intenso bombardeio.

No final de semana, a mãe de Bana, Fatemah, despediu-se de seus seguidores temendo por sua vida. Horas depois, porém, novos tuítes dizendo que a família estava viva e que sua casa havia sido destruída foram publicados.

"Esta noite não temos casa, ela foi bombardeada e está em ruínas. Eu vi pessoas mortas e quase morri", tuitou Bana no domingo.

Mas depois a conta, que tinha quase 200 mil seguidores, foi desativada, preocupando a todos.

O último tuíte foi publicado em tom de despedida. "Temos certeza de que o Exército está nos apreendendo agora. Veremos vocês outro dia, querido mundo. Adeus - Fatemah."

Depois do susto, a conta no Twitter foi reativada nesta segunda-feira. A BBC apurou que a menina está a salvo.

A vida em zona de guerra

Fatemah estudou jornalismo e ciências políticas e decidiu publicar um diário da vida da família em setembro.

Em entrevista à BBC, disse que ensinou inglês à sua filha e que seus tuítes são verdadeiros. "Bana quer que o mundo escute as nossas vozes", afirmou.

A família tem enfrentado escassez constante de alimentos, falta de cuidados médicos e bombardeios contínuos.

Além disso, na última quarta-feira, Fatemah disse em um tuíte que a família tem recebido ameaças de morte e que acredita que o Exército sírio irá atrás delas por causa da conta no Twitter.

A ONU calcula que cerca de 16 mil civis foram deslocados de suas casas desde o avanço do Exército sírio na cidade no final de semana.

Antes da revolta popular contra o presidente Bashar al-Assad, em 2011, Aleppo era o centro comercial e industrial da Síria.

Nos últimos anos a cidade foi dividida, com o governo controlando o oeste e os rebeldes, o leste.

Piloto da LaMia tinha ordem de prisão decretada na Bolívia




O piloto boliviano Miguel Quiroga, que comandava o avião da companhia aérea LaMia, que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense à Colômbia, matando 71 pessoas.

Foto: Reprodução

O piloto boliviano Miguel Quiroga, que comandava o avião da companhia aérea LaMia, que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense à Colômbia, matando 71 pessoas, estava sendo processado na Bolívia e tinha ordem de prisão decretada por ter deixado a Força Aérea.

"O capitão Quiroga, que era o piloto do avião que se acidentou, estava sendo julgado pela Força Aérea Boliviana, inclusive tinha um mandado de prisão contra ele", afirmou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Reymi Ferreira, segundo a agência "ABI".

De acordo com o ministro, Quiroga e outros quatro militares que deixaram a Força Aérea estão sendo processados por essa razão, mas conseguiram evitar a prisão apresentando recursos à Justiça.

"Eles receberam uma formação profissional, um investimento do governo, e, de repente, no meio de cumprir com o acordo de devolver esses conhecimentos e habilidades à Força Aérea e ao governo, preferem renunciar", explicou Ferreira.

De acordo com o ministro, os pilotos militares assumem o compromisso de não saírem da Força Aérea até cumprir os anos de serviço estipulados. Apenas casos excepcionais permitem a baixa. No de Quiroga, porém, não havia justificativa para a saída.

Ferreira disse que a formação de um piloto da Força Aérea da Bolívia custa aos cofres públicos cerca de US$ 100 mil.