
Vinte e sete pessoas morreram em Sanaa e quatro em Taez (sudoeste) pela brutal repressão das forças de segurança iemenitas contra manifestantes que pediam a saída do presidente Ali Abdullah Saleh, informaram os organizadores dos protestos.
Com esse balanço, sobe para 57 o número de "mártires" mortos no Iêmen desde o domingo, informou o comitê organizador da revolução, completando em um comunicado que 942 pessoas foram feridas por tiros nos dois dias, e que 47 delas estão em estado grave.
Testemunhas indicaram que as forças de segurança dispararam nesta segunda-feira contra manifestantes que acampavam no centro da capital do Iêmen. Os manifestantes responderam a pedradas, depois do que as forças de ordem pública continuaram disparando contra eles.
Uma fonte médica disse à AFP que em Taez "quatro manifestantes mortos a tiros foram levados ao hospital Al-Raudha" da cidade.
Milhares de iemenitas protestam na cidade de Ibb, sudeste de Sanaa
As 20 salas de operações de cinco hospitais da capital estão lotadas, faltam equipamentos médicos, além de ambulâncias serem impedidas de transportar as vítimas, afirmou o comitê da revolta.
"As autoridades iemenitas devem interromper imediatamente os massacres de manifestantes pacíficos", disse a organização de defesa dos Direitos Humanos com sede em Londres Anistia Internacional.
"Há um risco crescente de guerra civil", completou a Anistia em comunicado.
Um registro anterior, obtido de fontes médicas, indicou que 20 pessoas foram mortas em Sanaa, à qual chegou o emissário da ONU, Jamal Benomar, e o mediador do Golfo, Abdelatif al Zayani, para dar andamento a um plano para a saída da crise, segundo fontes diplomáticas.
Os dois emissários chegaram à capital iemenita para assistir à assinatura de um documento proposto pela ONU para a aplicação de um plano de saída da crise elaborado pelas monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo, segundo a fonte diplomática.
No poder desde 1978, o presidente Saleh enfrenta desde janeiro um movimento de protesto.
Em convalescência na Arábia Saudita, onde foi hospitalizado em 4 de junho um dia depois de seu palácio ter sido atacado em Sanaa, Saleh ordenou a seu vice-presidente que negocie com a oposição uma transferência de poder.
Até agora, ele se negou a assinar um plano proposto pelas monarquias do Golfo, apesar das fortes pressões internacionais.
Forças de segurança iemenitas matam 31 em Sanaa e Taez
4/
5
Oleh
Portal Universo Perfil
